Um pedaço de tecido, de preferência 100% algodão, suficiente para cobrir o nariz e a boca. Duas tiras de elástico. Um pequeno corte de papel toalha, papel higiênico ou lenço de papel, linha e costura. Acrescente a isso porções sem fim de generosidade e está pronta a receita que já está fazendo diferença no combate à Covid-19 para centenas de pessoas em Eirunepé.

Considerada como aliada indispensável para quem precisa abandonar o isolamento social para aquisição de bens ou serviços essenciais, as máscaras de pano, recomendadas pelo próprio Ministério da Saúde, estão unindo cerca de 40 costureiras, entre voluntárias e remuneradas, que integram a Rede de Ajuda Humanitária na produção e distribuição gratuita do equipamento de proteção, sobretudo para as Unidades Básicas de Saúde. Formada por empresas privadas e instituições governamentais para ações coordenadas de prevenção e de fortalecimento do sistema público, a rede cresce movida pelo sentimento de urgência e solidariedade.